Como os corretores devem encarar as mudanças setoriais e a crise?

“Otimismo, eficiência e produtividade devem ser os diferenciais dos profissionais.”

Em período de mudanças setoriais, crise econômica e política, o efeito nos profissionais de operadoras e corretores de planos saúde não pode ser ignorado. Afinal, há um evidente impacto no cenário da saúde, onde mais de 2,5 milhões de pessoas perderam ou saíram de seus planos de saúde, entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016. Esses números podem se materializar em uma perda de brilhos nos olhos dos profissionais, que, se forem levados pelo pessimismo, ficam inertes, como se estivessem apenas esperando a tempestade passar, sem ideias e projetos novos. Diante destas dificuldades, como responder às novas necessidades comerciais? Como fazer empecilhos virarem uma alavanca para prosseguir? Para responder a estas perguntas e motivar os leitores do Jornal da Saúde Acoplan, entrevistamos Sulivan França, presidente da Sociedade Latino-Americana de Coaching.

JS: Como os corretores de planos de saúde devem enfrentar esses dessabores?

Na verdade, estamos enfrentando uma crise e grande parte das áreas estão sendo impactadas, inclusive a de saúde. Os corretores precisam estar atualizados, é necessário inovar, pois o momento é de disputas acirradas e muita competitividade. Somam pontos a mais numa decisão acertada a eficiência e a produtividade, sendo esses o segredo da reação.

JS: Quais iniciativas devem ser tomadas com as mudanças no setor, como a nova regulamentação de vendas on-line da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)?

Sem dúvida, o pensamento positivo, a atualização e a inovação devem ser prioritários. Um cliente que trabalha o dia inteiro, prefere manter contato on-line, até porque nem sempre terá tempo de um encontro pessoal. São novidades como essas que vão fazer um corretor sair ganhando em relação ao outro. É muito importante confiar no próprio trabalho e reconhecer os seus pontos fortes e fracos. A partir disso, será mais fácil saber aonde é preciso se especializar. Conhecer-se profundamente é essencial para que o trabalhador possa se manter empregado em qualquer crise econômica e financeira que o país vivencie.

JS: Como os profissionais podem se reinventar na qualidade de atendimento ao cliente, nos programas e nos projetos voltados diretamente para o público consumidor?

Eles precisam estudar o mercado antes de tudo. Se souberem o que está acontecendo de novo e o que está chamando a atenção do cliente, eles conseguem manter aqueles que já possuem e chamar a atenção dos que estão procurando algo novo. Manter-se atualizado é fundamental para captar novos clientes.

JS: Quais atitudes fundamentais para o profissional que não quer ser abatido ou desmotivado com tensões do mercado?

Ter pensamento positivo é fundamental em todo tempo. O profissional precisa acreditar que vai dar certo e que a crise não vai afetá-lo. E nessa mesma linha entra a motivação pessoal. A pessoa precisa acreditar que é capaz e que tem tudo para vencer esse momento. A comunicação também é fundamental, pois – sem dúvida nenhuma – é com dialogo que o profissional ganha novos clientes.

JS: Caso o profissional tenha dificuldade de encontrar motivação sozinho, o que pode fazer?

O coaching é muito indicado em momentos como esses. Esse profissional instruirá e certamente fará com que o profissional acredite nele e que ele busque as melhores opções. É preciso pesquisar e garantir que o coach da sua escolha é realmente apto para esta função. Hoje, infelizmente, temos muitos coaches picaretas no mercado. Pessoas que julgam entender de tudo e acabam misturando diversos métodos, aplicando qualquer coisa, menos coaching. Minha dica para a escolha, é analisar e conferir sites e consultar antigos clientes daquele profissional. Pesquise e certifique-se de que o treinador tem as habilidades que diz e onde ele já as aplicou.

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